Animador dos primeiros Festivais de Inverno da cidade de Ouro Preto, ele chamava a atenção por ser o artista e a obra. Alegrava os turistas e a quem mais pudesse ouvir o som das suas flautas e sentir toda a pureza e genialidade do homemque partia de um pedaço de cana ou bambu para fabricar seus instrumentos musicais. E foi exatamente num dia 25 de julho, em meio a toda efervescência de um festival, que a vida lhe faltou. 
Bené da Flauta, como foi conhecido e hoje é lembrado com muita saudade, morava no Morro da Queimada numa “cafuá” com sua irmã Maria. Sua arte se limitava às suas mais criativas invenções musicais. Uma vez, empregado na construção da Estrada de Ferro Central do Brasil, Bené descobriu que dos dormentes dos trilhos surgiam incríveis esculturas de madeira.
Em troca de um dinheiro qualquer que garantisse sua cachaça, ele espalhava sua arte pelo Brasil afora. A vida não lhe permitiu uma companheira, talvez por não haver beleza igual no mundo.
Mas, as lembranças desse lendário personagem, nem o tempo poderá levar das ladeiras de Ouro Preto!
“Assim sim, mas assim também não. Essa vida é mesmo assim, quem é muito no começo, chora saudades no fim”.
(Bené da Flauta)
